A alta do dólar (que subiu 8,15% em janeiro) já favoreceu as exportações brasileiras de alguns setores como o agroindustrial, mas outros como têxtil, calçados, materiais de construção e mármore e granito, ainda sofrem com a fraca demanda internacional e com a baixa competitividade brasileira. O Ministério da Fazenda deve anunciar nos próximos meses novas medidas de incentivo à exportação. Entidades defendem a simplificação, diminuição da burocracia, ampliação das linhas de financiamento, redução das tributações e organização logística aeroportuária.
De acordo com o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Alessandro Teixeira, alguns dos grandes países compradores do Brasil devem apresentar sinais maiores de recuperação apenas no segundo semestre do ano. Além disso, a superprodução da China, com preços excessivamente baixos, tirou espaço do país no mercado global.
– Melhores políticas de crédito e agilização de linhas do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) constam no conjunto de ações que devem ser implementados nos próximos meses pelo governo – afirmou Teixeira.
Jornal do Brasil