Autoridades europeias tentaram na sexta-feira assegurar aos mercados a estabilidade do bloco de 16 nações que adotam o euro, enquanto investidores venderem ativos lastreados na moeda pelo segundo dia seguido, após Portugal aprovar lei que deve elevar seu já alto deficit. A cotação do euro despencou para US$ 1,36 e também caiu ante outras moedas consideradas seguras, como o franco suíço.
Ewald Nowotny, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), tentou interromper uma forte queda do euro, que atingiu o menor nível desde maio de 2009 contra o dólar, e classificou como "absurdos" rumores sobre uma quebra na região. Em visita à Índia, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, prometeu a criação de um austero programa de "aplicação de credibilidade", com o objetivo de reduzir o deficit do país e deixá-lo sob controle.
Mas preocupações com Portugal se intensificaram após o Parlamento do país, liderado pela oposição, ter derrotado o governo socialista e aprovado um pacote direcionado às finanças locais que pode complicar a resolução dos problemas de deficit. Grécia, Portugal e outros membros do bloco com déficits inchados, como a Espanha, enfrentam intensa pressão para consertar suas finanças públicas e acalmar os mercados receosos com os riscos de um calote.
Valor Econômico